Newsletter Semanal
Colégio João Paulo II
Vila Real
Edição 11 · Nov 2026 · Semana 11

Nasceram
para
brilhar

⌄
Colégio João Paulo II, Vila Real VILA REAL
Edição 11 · Nov 2026 · Semana 11
Fernando Fidalgo
Fernando Fidalgo
Mensagem do Diretor Pedagógico Nacional

Educar também é saber dizer «não sei»

Mais cedo ou mais tarde, as crianças fazem-nos uma pergunta a que não sabemos responder. Para muitos adultos, admitir que não sabem parece não ser opção, como se tivessem a obrigação de saber tudo e reconhecer uma dúvida pudesse pôr em causa a sua autoridade.

Hoje, com quase todas as respostas à distância de uma pesquisa na Internet ou de uma pergunta à inteligência artificial, a tentação de responder de imediato é ainda maior…

Mas será que educar significa ter sempre uma resposta pronta? Como professor, aprendi que algumas das melhores aulas começaram com uma pergunta a que eu não sabia responder.

Lembro-me de uma aula sobre números complexos em que um aluno, apaixonado por aviação, me perguntou se aqueles números tinham alguma utilidade nos aviões. Sabia que tinham aplicações na engenharia, mas não conseguia dar-lhe um exemplo concreto ligado à aviação. Prometi investigar e voltar ao assunto. Na aula seguinte, explorámos uma das suas aplicações no estudo da estabilidade das aeronaves. Não sei se o aluno se recorda dessa conversa, mas eu nunca a esqueci. Naquele dia, não foi só ele que aprendeu.

Não quero com isto desvalorizar o conhecimento. Um professor tem a responsabilidade de dominar aquilo que ensina, tal como os pais têm a responsabilidade de orientar os filhos. Mas saber muito não é saber tudo, e reconhecer os limites do que sabemos é uma forma de rigor e de honestidade intelectual. O que conta é o que fazemos a seguir. «Não sei» só educa quando é seguido de uma procura. Sem isso, é apenas uma maneira de fugir à pergunta.

Esta atitude ganhou nova importância. Uma criança pode hoje fazer uma pergunta a um assistente de inteligência artificial e receber, em segundos, uma resposta aparentemente completa e convincente. Mas estes assistentes raramente dizem «não sei». Respondem quase sempre, e com o mesmo tom seguro, quer acertem quer não. Uma criança que ouviu os pais e os professores dizer «não sei, vamos procurar» aprendeu algo que nenhuma dessas ferramentas lhe ensina: que a segurança com que alguém fala não garante que tenha razão.

Cabe-nos, por isso, ensinar as crianças a questionar, a comparar informações, a procurar evidências e a perceber que nem todas as respostas merecem a mesma confiança. E também que compreender uma explicação exige mais do que lê-la.

Em casa, isto pode começar de forma simples. Quando um filho faz uma pergunta difícil, não precisamos de responder de imediato. Podemos devolver-lhe outra pergunta, procurar uma explicação em conjunto ou admitir que também temos de aprender mais sobre o assunto. São momentos pequenos, mas mostram-lhe que aprender não é uma atividade reservada às crianças.

Há perguntas que exigem tempo e dúvidas que merecem ficar em aberto até termos condições para as esclarecer. A pergunta daquele aluno merecia mais do que uma resposta improvisada. Merecia ser levada a sério.

Fernando Fidalgo · Diretor Pedagógico Nacional

Fernando FidalgoDiretor Pedagógico Nacional
Rosária Brito
Rosária Brito
Coluna de Opinião

Nasceram para brilhar

Numa semana em que celebramos o mérito dos nossos alunos, quero dedicar-lhes estas palavras.

Quando olhamos para o corpo humano, encontramos músculos, ossos, tecidos… Se olharmos mais de perto, encontramos células, moléculas e átomos. Hidrogénio, carbono, oxigénio e tantos outros elementos que fazem parte de cada um de nós.

Mas de onde vieram esses átomos?

O hidrogénio nasceu nos primeiros momentos do Universo. Muitos dos outros elementos que nos constituem formaram-se nas estrelas!

Nem o mais extraordinário livro de ficção científica poderia oferecer-nos uma ideia tão fascinante: somos feitos de matéria que atravessou o espaço até fazer parte de nós.

E é esta a mensagem que vos quero deixar: se trazem em vós matéria de estrelas, guardem também esta imagem: nasceram para brilhar!

Cada um com a sua luz, com os seus talentos e com o seu tempo. Brilhem no que aprendem, na coragem de tentar de novo, na generosidade com que ajudam e na forma como cuidam de quem está ao vosso lado. O mérito revela-se nas conquistas que celebramos e também no esforço, tantas vezes discreto, que as torna possíveis.

Brilhem sempre. Brilhem muito. E ajudem os outros a brilhar.

Seguimos juntos, cheios de vida!

Rosária Brito · Diretora Pedagógica do Colégio João Paulo II Dume

Rosária BritoDiretora Pedagógica do Colégio João Paulo II Dume
Conversa sobre saúde mental com alunos do 3.º e 4.º anos Crónica especial · Para criançasSaúde mentalConversa com Rui PiresRui Pires é enfermeiro desde 2011 e Enfermeiro Especialista em Saúde Mental, com funções no Departamento de Saúde Mental e Psiquiatria da ULSTMAD. Respondeu às perguntas dos alunos do 3.º e 4.º anos sobre saúde mental, emoções e como pedir ajuda.Ler a crónica →
Menina a mostrar castanhas na palma da mão, ao ar livre Fomos saber mais sobreAprender à vista de todosLer a rubrica → Viagens ao estrangeiro: consulte os destinos propostos para o ano letivo de 2026/27 Datas a confirmar
Conselhos do Gabinete Psicopedagógico

Aprender a trabalhar em conjunto

Para esta semana | Colaborar em casa e no colégio

Trabalhar com os outros não nasce connosco: aprende-se, como quase tudo, com tempo e com treino. O Gabinete Psicopedagógico deixa algumas ideias simples para ajudar os seus filhos a colaborar, em casa e no colégio.

O que ajuda em qualquer idade
Dar espaço para tentar

Quando um filho trabalha com outros, a tentação é intervir logo que surge uma dificuldade. Dar-lhe tempo para encontrar uma solução com os colegas ou com os irmãos ensina-o a negociar, a esperar e a ceder. O adulto acompanha, mas não resolve tudo.

O contributo, não só o resultado

Perguntar «O que fizeste tu no trabalho de grupo?» e «O que aprendeste com os teus colegas?» ajuda a criança a reconhecer o seu papel e o dos outros. Valorizar a forma como colaborou é tão importante como o resultado final.

A casa também é uma equipa

Tarefas partilhadas, como pôr a mesa, arrumar os brinquedos ou preparar uma refeição em família, são oportunidades para treinar a colaboração no dia a dia. Distribuir papéis e agradecer a ajuda de cada um reforça o sentimento de pertença.

O que procurar em cada idade
Berçário e creche

Nesta fase, a criança brinca sobretudo ao lado das outras e só aos poucos começa a brincar com elas. É natural. Partilhar não é fácil e aprende-se devagar: dar nome ao que sente («Querias muito aquele carro, eu sei») e propor alternativas ajuda mais do que obrigar a dar.

Pré-escolar

Os jogos com regras simples, as construções em conjunto e as brincadeiras de faz de conta são ótimos treinos de cooperação. Esperar pela vez, propor uma ideia e aceitar a do amigo começam aqui. Quando há um conflito, ajudar a criança a pôr em palavras o que aconteceu é mais útil do que procurar culpados.

1.º ciclo

Os primeiros trabalhos de grupo trazem queixas como «ninguém me ouve» ou «fui eu que fiz tudo». Escutar sem dramatizar e perguntar «O que podes fazer para que corra melhor da próxima vez?» ajuda a criança a passar da queixa à solução.

2.º e 3.º ciclos

O grupo de amigos ganha muita importância. Nos trabalhos escolares, ajudar a organizar tarefas e prazos, sem fazer pelo filho, desenvolve a responsabilidade perante os outros. Conversar sobre como lidar com um colega que não cumpre a sua parte também prepara para a vida.

Ensino secundário

Os jovens já são capazes de liderar e de gerir conflitos com alguma autonomia. Interessar-se pelos projetos em que participam, perguntar que papel assumem e valorizar a capacidade de ouvir opiniões diferentes reforça competências essenciais para o ensino superior e para a vida profissional.

Esteja atento aos sinais

Quando uma criança evita sistematicamente as atividades em grupo, se queixa com frequência de ficar de fora ou mostra ansiedade antes dos trabalhos em equipa, vale a pena conversar com calma e perceber o que se passa. Se a preocupação persistir, fale com a educadora, o professor titular ou o diretor de turma, ou o Gabinete Psicopedagógico do colégio.

Desejamos a todas as famílias uma semana de pequenas conquistas partilhadas, em casa e no colégio.

Inscrições Atividades Extracurriculares

Ementa da Semana

Ementa da Semana

Semana de 9 a 13 de novembro de 2026

CrecheAlmoço · 5 diasVer
DiaSopa berçárioSopaPratoSobremesa
SegundaSopa de cenoura com solha4Sopa de cenoura (cenoura, abóbora, repolho, batata, cebola e azeite)Solha no forno lascada com arroz de ervilhas4Maçã golden
TerçaSopa de feijão vermelho com carne de vacaSopa de feijão vermelho (couve-lombarda, cenoura, feijão vermelho, batata, cebola e azeite)Carne de vaca picada estufada com massa fusilli e couve branca1,3Pera
QuartaSopa de abóbora com pescada4Sopa de abóbora (abóbora, couve branca, cenoura, batata, cebola e azeite)Filetes de pescada assados no forno lascados com arroz e cenoura4Banana
QuintaSopa de penca com frangoSopa de penca (penca, cenoura, nabo, batata, cebola e azeite)Jardineira de frango (batata, frango desfiado, ervilhas, cenoura e feijão verde)1,6Laranja
SextaSopa de curgete com tilápia4Sopa de curgete (curgete, alho-francês, cenoura, batata, cebola e azeite)Salmão grelhado desfiado com massa cotovelinhos e brócolos1,3,4,6,10Maçã starking
GeralAlmoço · 5 diasVer
DiaSopaPratoSaladaSobremesa
SegundaSopa de cenoura (cenoura, abóbora, repolho, batata, cebola e azeite)Barrinhas de pescada no forno com arroz de ervilhas1,2,3,4,6,7,9,10Cenoura e milhoMaçã golden
TerçaSopa de feijão vermelho (couve-lombarda, cenoura, feijão vermelho, batata, cebola e azeite)Salmão desfiado com batatinha aos cubos gratinado com molho branco1,4,7Salada de alface e beterrabaPera
QuartaSopa de abóbora (abóbora, couve branca, cenoura, batata, cebola e azeite)Pá de porco assada no forno com molho de castanhas e arroz brancoSalada de couve roxaMousse de chocolate ou fruta da época7
QuintaSopa de penca (penca, cenoura, nabo, batata, cebola e azeite)Jardineira de frango (batata, frango desfiado, ervilhas, cenoura e feijão verde)1,6Couve brancaLaranja
SextaSopa de curgete (curgete, alho-francês, cenoura, batata, cebola e azeite)Filetes de pescada assados com arroz4Brócolos cozidosMaçã starking
OvolactovegetarianaAlmoço · 5 diasVer
DiaSopaVegetarianaSaladaSobremesa
SegundaSopa de cenoura (cenoura, abóbora, repolho, batata, cebola e azeite)Arroz de tofu, ervilhas e cenoura no forno1,6Cenoura e milhoMaçã golden
TerçaSopa de feijão vermelho (couve-lombarda, cenoura, feijão vermelho, batata, cebola e azeite)Soja estufada com massa espiral1,6,8,10,11Salada de alface e beterrabaPera
QuartaSopa de abóbora (abóbora, couve branca, cenoura, batata, cebola e azeite)Cogumelos salteados com feijão preto e arroz1,6Salada de couve roxaBanana
QuintaSopa de penca (penca, cenoura, nabo, batata, cebola e azeite)Jardineira de legumes (lentilha, cenoura, repolho, curgete, brócolos, milho e batata)1,6,10,11Couve brancaLaranja
SextaSopa de curgete (curgete, alho-francês, cenoura, batata, cebola e azeite)Seitan no forno com molho de tomate e arroz1,6Brócolos cozidosMaçã starking

Os números junto a cada prato identificam os alergénios. Consulte a plataforma eCommunity para a lista completa de alergénios e informação nutricional detalhada.

Uma newsletter para viver o colégio bem de perto

Porque educar é um caminho partilhado, esta newsletter traz-lhe as notícias, as conquistas e o que vem a seguir, semana após semana.