← Voltar à Newsletter
Colégio João Paulo II Vila RealFomos saber mais sobre

Fomos saber mais sobre

Aprender
à vista
de todos

O que as crianças exploram, dizem e criam fica registado e volta a ser pensado com elas.Educação pré-escolar · Colégio João Paulo II Vila Real

Para começar

Tornar visível o que as crianças aprendem

Na educação pré-escolar, a documentação pedagógica dá a ver o que as crianças aprendem. Reúne observações, registos escritos, fotografias, produções e as palavras das próprias crianças, e torna visíveis as suas explorações, descobertas e aprendizagens, para elas, para as famílias e para a equipa.

As Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE) integram a observação, o registo e a documentação no ciclo de planeamento e avaliação: observar cada criança e o grupo, registar, planear, agir, avaliar e comunicar. É a partir destes registos que a educadora reconhece interesses, compreende percursos e prepara a proposta seguinte, com as crianças e não apenas para elas.

Os momentos que partilhamos aqui mostram esse caminho: da música aos instrumentos inventados, da natureza à simetria e às letras do nome, uma exploração levou à seguinte.

Música

Cada criança trouxe uma música especial

Depois de explorarmos o mundo através do corpo e dos sentidos, demos espaço a outras formas de expressão. Durante o projeto da Música, cada criança partilhou uma música especial e representou-a através da criação de um CD.

As escolhas individuais permitiram conhecer gostos, recordar experiências e descobrir novas afinidades.

  • «Escolhi esta porque canto com a minha família!»Clara
  • «Esta música faz-me querer dançar!»Maria P.
Menina a decorar com um marcador um CD que representa a sua música
Menina de óculos a desenhar num CD com um marcador
Crianças à mesa com rolos de cartão, tampas e outros materiais para construir instrumentos
Menina a construir um instrumento com materiais reciclados
Menina a pôr peças coloridas dentro de um balde para experimentar o som
Criação do meu instrumento

E se inventássemos um instrumento que ainda não existe?

A exploração musical deu depois lugar à imaginação. Com diferentes materiais, as crianças criaram os seus próprios instrumentos, experimentando possibilidades, fazendo escolhas e dando forma às suas ideias.

A criatividade tornou-se um caminho para investigar, comunicar e construir novas soluções.

  • «E se juntarmos estas duas coisas, será que fazem barulho?»Lourenço
  • «Vou pôr mais coisas lá dentro para ver como soa!»Miguel
«O meu instrumento ainda não existe!»
Maria T.
A natureza aos nossos olhos

A natureza como espaço de investigação

A curiosidade levou-nos novamente ao exterior, onde a natureza se transformou num espaço privilegiado de investigação. Entre folhas, castanhas, ouriços e diferentes elementos naturais, as crianças observaram, recolheram, compararam e partilharam descobertas.

As suas escolhas e interesses orientaram a exploração, dando origem a novas perguntas e possibilidades de aprendizagem.

  • «Esta folha faz barulho quando a piso!»João
  • «Encontrei uma castanha dentro de uma casinha com picos!»Maria P.
Menina a mostrar castanhas na palma da mão, ao ar livre
Menina sorridente com uma castanha na mão
Duas crianças deitadas sobre um tapete de folhas secas
Grupo de crianças a explorar um espaço verde ao ar livre
Menino a espreitar com uma folha em frente ao olho
Simetria de folhas

Serão iguais os dois lados de uma folha?

As folhas recolhidas despertaram novos olhares. A partir da observação dos seus contornos e formas, cada criança procurou descobrir e representar a outra metade.

Entre tentativas, comparações e descobertas, explorámos a simetria, construindo conhecimentos matemáticos a partir de elementos reais da natureza.

  • «Este lado é maior!»Rodrigo
  • «Tenho de desenhar a outra metade!»Maria R.
Menino a desenhar o contorno de uma folha seca sobre papel
Menino a desenhar com um lápis a outra metade de uma folha
Menina a desenhar a outra metade de uma folha seca
Menino a colar folhas trituradas sobre cartão para formar a inicial do seu nome
Menina com uma coroa de flores a construir a inicial do nome sobre cartão
Menino a construir a inicial do nome com folhas trituradas sobre cartão
Letras do nosso nome

Escrever o nome com folhas

As folhas que observámos e explorámos ganharam uma nova vida. Depois de recolherem e triturarem folhas, as crianças utilizaram-nas para construir as iniciais dos seus nomes.

Através da manipulação dos materiais, da exploração das texturas e da criação individual, aproximaram-se da linguagem escrita de forma significativa.

  • «Será que consigo fazer o meu nome com folhas?»Lourenço
  • «A minha letra precisa de mais folhas!»Inês
«A minha letra parece que veio da floresta!»
Tomás M.
Porquê

Cada registo cruza várias áreas das OCEPE

A mesma exploração faz crescer a criança em várias frentes ao mesmo tempo, e é isso que a documentação ajuda a mostrar. Nestes cinco momentos encontram-se:

  • Formação Pessoal e Social. As escolhas de cada criança, a iniciativa, a partilha de ideias e de materiais e o respeito pelas descobertas dos colegas, presentes em todos os momentos.
  • Expressão e Comunicação, Educação Artística. A música, a criação do instrumento, o desenho e a construção das letras, em que a criança expressa o que sente e o que imagina.
  • Expressão e Comunicação, Matemática. A observação de formas e contornos e a descoberta da simetria a partir de folhas reais.
  • Expressão e Comunicação, Linguagem Oral e Abordagem à Escrita. O diálogo, as palavras de cada criança e a aproximação à escrita através das iniciais do nome.
  • Conhecimento do Mundo. A observação, a recolha e a comparação de elementos da natureza, e as perguntas que daí nascem.

Partilhar estes registos com as famílias é também uma forma de comunicar: mostra o que as crianças fazem no colégio e convida a conversar em casa sobre o que descobriram.

Fomos saber mais sobre · Aprender à vista de todos← Voltar à Newsletter